Estes ensaios examinam de perto a escultura, os relevos coloridos e a pintura de Constantine Andreou. As obras são analisadas em conjunto com declarações do próprio artista e textos de críticos e historiadores da arte. Cada ensaio inclui imagens ou links para as obras abordadas, além das referências às fontes consultadas.


Desenhar no espaço: a escultura de Constantine Andreou
Andreou descrevia o trabalho com fios de latão como uma forma de desenhar no espaço. Chapas, hastes e aberturas dão forma a essa ideia e permitem que o olhar percorra tanto o contorno externo da escultura quanto sua estrutura interna.
Pássaros e o sonho de voar
Um pássaro que se alonga para cima e outro que se estende rente à base sugerem diferentes possibilidades de movimento. O ensaio acompanha esse interesse pelo voo, desde a estrutura aberta de Aérostatique até as curvas e as linhas repetidas de um relevo.


Olhos e mundos interiores
Os olhos esculpidos por Andreou deixam seu interior à vista por entre barras, vãos e chapas sobrepostas. O ensaio examina as variações da forma do olho na escultura e no relevo e apresenta reflexões de Francis Villadier sobre a curiosidade e o ato de ver.
Onde a escultura encontra a cor
Nos relevos coloridos, as bordas de metal captam a luz e projetam sombras sobre reentrâncias pintadas. O ensaio examina como cor e construção dependem uma da outra nessas superfícies e como questões da pintura se incorporam à escultura.


Fundições e paisagens em movimento
Sapfo Mortaki relaciona as séries de fundições e paisagens em movimento de Andreou ao calor dos fornos em atividade e às mudanças da paisagem vista de um trem. O ensaio examina como a cor e os traços que se cruzam conferem a esses temas uma sensação de movimento.
Mulheres e espelhos
Nas pinturas de Andreou com espelhos, nem sempre é fácil distinguir a mulher de seu reflexo. Contornos sobrepostos e faixas de cor ligam a figura ao espaço ao redor, enquanto a leitura de Sophia Kazazi traz questões sobre beleza, juventude e passagem do tempo.


As vitrines de Amsterdã
Nas pinturas de Andreou sobre as vitrines de Amsterdã, mulheres aparecem expostas em espaços divididos por linhas e planos escuros. O ensaio analisa o tratamento dos corpos e do espaço fechado, juntamente com a leitura de Sophia Kazazi sobre o desejo, a transação e o olhar do espectador.
O beijo e o casal
Rostos se encontram em linhas de contorno comuns, envolvidos por curvas e um traçado denso. Nas pinturas de amantes, Andreou dá diferentes formas a essa proximidade. Sophia Kazazi identifica ternura e inquietação nessas imagens, que podem sugerir proteção ou despedida.


A família na pintura de Andreou
As cabeças aparecem próximas umas das outras, enquanto os corpos se fundem ao desenho ao redor. O ensaio recorre às interpretações de Sophia Kazazi e Sapfo Mortaki sobre a vida familiar e acompanha as linhas e cores que mantêm esses grupos unidos.
Amour des vagues: mulheres e o mar
A curva de um ombro ou de um quadril se prolonga no movimento da água. Leituras críticas relacionam essa fusão entre corpo e mar à sensualidade, ao mito e à memória mediterrânea.


O trágico na figura humana
Superfícies fragmentadas e linhas que encerram as figuras dão forma ao sofrimento na escultura e na pintura de Andreou. Com base na pesquisa de Sapfo Mortaki e nas palavras do próprio Andreou, o ensaio examina cabeças deformadas e figuras confinadas em sua relação com a injustiça e a resistência.
